A Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou com o índice Merval em alta de 47,70 pontos, ou 17,48%, em 320,46 pontos nível mais elevado desde 30 de agosto. O volume somou 35,4 milhões de pesos. Das 40 ações negociadas na Bolsa, 39 subiram e apenas uma caiu.

De acordo com analistas, os investidores buscaram refúgio nas ações argentinas, diante dos temores que os persistentes distúrbios civis poderão forçar uma desvalorização do peso.

Traders disseram que a sessão foi marcada por compras emocionais, com os investidores buscando proteger seus fundos da temida desvalorização. As ações do grupo de energia Perez Companc lideraram os ganhos, com alta de 20% e volume negociado de 9,6 milhões de pesos.

Desde que o governo argentino limitou os saques dos depósitos bancários, as ações da Perez Companc têm estado entre as favoritas dos investidores em busca de refúgio para suas economias.

Moratória Um eventual pedido de moratória da Argentina sobre uma parte de sua dívida, que se eleva a US$ 132 bilhões e que muitos estimam ''iminente'', seria a maior da história, segundo analistas de Wall Street.

O único país latino-americano que se declarou em moratória nos últimos anos foi o Equador, que em setembro de 1999 suspendeu os pagamentos relativos a US$ 6 bilhões da dívida, recordaram os técnicos. ''Esta cifra não se compara com a da Argentina, que acreditamos vai se declarar impossibilitada de cumprir os pagamentos relacionados a US$ 97 bilhões da dívida com credores privados'', informou Theresa Paiz-Fredel, da agência classificadora Ficht.

Ela recordou que os outros países que declararam moratória nos últimos anos foram Rússia, que cessou os pagamentos em 1998 sobre uma parte do serviço da dívida emitida durante a era soviética (US$ 18 bilhões), e, ano passado, o Paquistão. ''Mas o montante declarado por esses países não se compara aos de um default da Argentina, que será o maior da história'', disse ela, recordando que US$ 600 milhões em obrigações argentinas vencem até o final de dezembro.

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