La Paz - O governo da Bolívia não ''voltará atrás'' em sua decisão de estatizar a rede de produção de hidrocarbonetos e de repassar o controle da venda de petróleo e gás natural à estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Federales da Bolívia), informou ontem o ministro boliviano da pasta em entrevista à imprensa.
''Não, não vamos voltar atrás'', respondeu aos repórteres, referindo-se ao decreto de nacionalização anunciado pelo presidente Evo Morales em 1º de maio deste ano.
A medida, que inclui a posse de duas refinarias da empresa brasileira Petrobras, provocou indignação no Brasil, levando o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, a adiar sua viagem, prevista para hoje, à La Paz, durante a qual negociaria o preço do gás que importa do país vizinho. ''Acredito que esta resolução pode ser alterada ou revocada. Assim como está, a consideramos inaceitável'', disse Rondeau.
Em resposta, Soliz disse que estas reações são ''opiniões lógicas de alguém que quer analisar as reações que deve ter diante de uma medida que lhe afeta''.
A Bolívia negocia com as multinacionais de petróleo, entre elas a espanhola Repsol-YPF e a francesa Total Fina, novos termos de contratos à luz do decreto de nacionalização.

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