Bolívia, a nação mais pobre da América do Sul, começou a mobilizar ontem todas as suas forças armadas e a defesa civil para enfrentar a corrente meteorológica do El Ni¤o, segundo fontes oficiais.
Cerca de 27 unidades do exército, nove distritos navais e toda a aviação, reunindo 10.000 soldados, serão mobilizados para as zonas de desastre potencial, informou o ministro da Defesa, Fernando Kieffer, encarregado de um plano de emergência nacional do governo do presidente Hugo Banzer.
O estado de emergência se estendeu nas últimas horas porque o El Ni¤o deixou seus primeiros efeitos com uma forte onda de calor e chuvas de granizo, que mataram uma pessoa no departamento (província) de Chuquisaca (sul).
‘‘Estamos nos preparando para enfrentar o impacto’’ do El Ni¤o, disse Kieffer, anunciando um orçamento inicial de 600.000 dólares, 280.000 dos quais serão destinados a contratar, imediatamente, peritos em desastres, geólogos e engenheiros agrícolas nacionais e estrangeiros.
O governo está disposto a gastar 3 milhões de dólares para enfrentar as consequências das secas no oeste e as inundações no leste do país, anunciadas pelo Serviço de Meteorologia e Hidrologia boliviano (SENAMHI) para novembro e março próximos.

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