Bolívia, Brasil e EUA querem controlar cultivo de coca
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
France Presse 
La Paz - Representantes do governo boliviano assinarão hoje com Estados Unidos e Brasil um acordo para controlar o cultivo excedente de coca na Bolívia, um dos maiores produtores da folha na região, informou ontem a embaixada brasileira em La Paz.
O projeto piloto do ''sistema de controle da redução de cultivos excedentes de coca'' será assinado paralelamente à abertura em La Paz da reunião do Conselho Sul-Americano sobre o Problema Mundial das Drogas da Unasul, informou um comunicado da delegação diplomática enviado à AFP.
A assinatura desse convênio teve sucessivos atrasos desde abril devido a causas não especificadas pelas autoridades bolivianas.
O projeto piloto consiste-se no controle da erradicação de cultivos excedentes de coca, e inclui também a modernização das instituições estatais vinculadas à luta contra o narcotráfico, segundo antecipou recentemente o vice-ministro de Defesa Social boliviano, Felipe Cáceres.
O acordo será assinado depois que a Bolívia acertou com os Estados Unidos a normalização de suas relações após três anos de distanciamento depois de ter expulsado do país em 2008 a agência antidrogas DEA e o embaixador americano, acusando-os de apoiar um suposto complô contra o governo de Evo Morales.
A iniciativa permitirá contar com informação ''em tempo real sobre os hectares de coca erradicados'', especificou Cáceres.
Bolívia e Brasil assinaram no início deste ano um acordo bilateral para controlar o tráfico de drogas com aviões não tripulados brasileiros.
Washington foi até 2009 o principal apoiador econômico na luta contra as drogas na Bolívia, que junto com Colômbia e Peru são os maiores produtores de cocaína no mundo, segundo as Nações Unidas.
A Bolívia conta atualmente com 30.900 hectares de plantio de coca. Desse total, apenas 12.000 hectares são legais, com coca destinada ao chá, à mastigação e a rituais religiosos andinos, apesar de posteriormente o limite de produção ter sido ampliado para 20.000 hectares em áreas tradicionais.


