Bogotá nega ultimato de Washington
France Presse
De Bogotá
O governo da Colômbia negou nesta segunda-feira a versão publicada pelo jornal Washington Post de que os Estados Unidos teriam exigido do presidente Andrés Pastrana uma posição mais dura em relação a guerrilha da FARC.
Não é verdade que o governo de Washington pediu a Colômbia estratégias ou fez ultimatos. Também não é verdade que o governo dos Estados Unidos tenha dito a Colômbia para não fazer mais concessões a FARC, disse o chanceler colombiano Guillermo Fernández sobre a versão do Washington Post.
Isto não é verdade, ao contrário, o governo dos Estados Unidos tem reafirmado seu desejo de cooperar dentro de qualquer estratégia do governo da Colômbia.
O presidente colombiano promove um processo de paz com a principal guerrilha do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que atualmente se encontra paralisado porque os rebeldes rejeitam a conformação da comissão internacional encarregada de supervisionar o grupo na zona desmilitarizada estabelecida no sul do país.
Segundo o Washington Post, o governo do presidente Bill Clinton advertiu Pastrana de que o apoio dos Estados Unidos pode ser suspenso se prosseguirem as concessões à FARC.
Em Washington, o porta-voz do departamento de Estado, James Foley, também negou a versão assinalando que a idéia de intromissão na estratégia do governo colombiano é equivocada.
Durante as últimas três semanas, vários funcionários de alto nível de Washington viajaram à Colômbia para conversar com Pastrana sobre a estratégia do combate ao narcotráfico e a ajuda militar neste sentido do governo norte-americano.





