Boeing e McDonnell Douglas se unem
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segunda-feira, 16 de dezembro de 1996
France Presse 
WASHINGTON - A fusão Boeing-McDonnell Douglas anunciada ontem por intermédio de um intercâmbio de ações criará o maior construtor aeronáutico do mundo - militar e comercial-, além de um gigante em programas espaciais e de defesa. A operação, avaliada em US$ 13,3 bilhões, deverá estar concluída em meados de 1997. O novo grupo controlará cerca de 75% do mercado mundial de aviões comerciais.
O intercâmbio de ações será feito na base de uma ação da McDonnel Douglas por cada 0,65 ação da Boeing, disse o presidente da Boeing, Philip Condit, em entrevista coletiva, em Washington, acompanhado de vários diretores da McDonnell Douglas.
O grupo somará quase US$ 48 bilhões em volume de negócios em 1997, estimou Condit. O consórcio empregará cerca de 200 mil pessoas nos Estados Unidos, incluindo os funcionários das atividades espaciais da Rockwell, recentemente adquirida pela Boeing.
O presidente da Boeing declarou que o novo grupo estará dotado de equilíbrio e eficiência e será o primeiro do mundo no campo da aeronáutica e do espaço. Esta operação beneficiará os clientes e acionistas das duas empresas.
Condit será o presidente da nova junta diretora, e o número um da McDonnell Douglas, Harry Stonecipher, assumirá o cargo de vice-presidente e chefe de operações da empresa.
A transação deve ser aprovada pelos acionistas das duas empresas e certas agências reguladoras do governo dos Estados Unidos. A McDonnell Douglas, o terceiro construtor aeronáutico do planeta, superado apenas pela Boeing e pelo consórcio europeu Airbus, concentrou-se recentemente em sua divisão de defesa, diante da queda de suas ações no setor civil. Com sede em St. Louis (Missouri), McDonnell Douglas é líder na construção de aviões militares e a segunda empresa norte-americana em volume de contratos de defesa.


