São Paulo - Um Boeing 727 da companhia aérea Hewa Bora caiu no Aeroporto Internacional de Kisangani, na República Democrática do Congo, com 178 a bordo. O Ministério dos Transportes do país africano anunciou que 127 passageiros morreram no acidente.
A porta-voz do governo Gudile Bualya retificou relatos anteriores de que havia 112 pessoas a bordo da aeronave e que o acidente teria matado 53 pessoas. Ela disse que a companhia aérea avaliou de forma errada a quantidade de passageiros transportados pelo avião. O executivo-chefe da companhia aérea envolvida disse anteriormente que havia 110 pessoas a bordo do avião, das quais 53 tinham morrido e 57 sobrevivido. Aeronaves da Hewa Bora têm um longo histórico de acidentes.
O acidente ocorreu no Aeroporto Internacional de Kisangani, importante centro comercial e porto fluvial no Leste do país. O Congo, um dos maiores países da África, tem um dos piores índices mundiais em termos de segurança aérea. ''O piloto tentou pousar, mas aparentemente não tocou a pista'', disse Stavros Papaioannou, executivo-chefe da companhia aérea.
A exemplo das demais companhias aéreas registradas no Congo, a Hewa Bora está proibida de voar na União Europeia por questões de segurança. É o segundo acidente fatal envolvendo a empresa em três anos -em 2008, um DC-9 da companhia caiu na periferia da cidade de Goma, matando 44 pessoas.
Após o acidente, um porta-voz governamental disse que as equipes de resgate haviam retirado 40 sobreviventes do Boeing 727, número que depois foi ampliado.
Jean-Paul Bongisa, repórter da TV estatal congolesa presente no local da queda, disse que o resgate é complicado pela dificuldade de acesso aos destroços, que estão a cerca de 200 metros da pista, em meio a uma mata fechada. Devido à escassez de estradas e ferrovias, os transportes aéreos e fluviais são frequentemente a única opção de deslocamento em longa distância no Congo.

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