As Forças Armadas israelenses impuseram o bloqueio total da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, a partir da noite de ontem, até sexta-feira, por causa da festa da independência do Estado hebreu, anunciou um porta-voz militar.
Num comunicado, o porta-voz disse que o fechamento dos territórios vigorará desta terça-feira à noite até sexta-feira às 2 horas locais (20h em Brasília).
O fechamento, imposto logo depois da Intifada de 28 de setembro passado, foi levemente flexibilizado desde então. Mas será totalmente fechado e rigoroso durante a celebração da independência, precisou o porta-voz.
Ontem, enquanto Israel prestava homenagens a seus mortos de guerra, o grupo radical islâmico Hamas promovia uma manifestação em memória a seu último atacante suicida e advertia que mais ataques mortais serão lançados em breve.
Em Gaza, um palestino foi morto a tiros num cruzamento nortista com Israel, local de frequentes confrontos no passado. A família de Yousef Abu Hamdeh disse que ele era doente mental e havia fugido de sua casa na Cidade de Gaza na noite de segunda-feira. Militares israelenses afirmaram que Abu Hamdeh foi baleado depois de cruzar a cerca.
Mais cedo ontem, o Exército de Israel anunciou que palestinos haviam feito três disparos de morteiro contra um assentamento judeu no sul da Faixa de Gaza. Entretanto, um oficial palestino, general de brigada Abdel Razek Majaida, disse que seus soldados investigaram a denúncia e descobriram que ela não tinha fundamento. Oficiais palestinos disseram que o líder Yasser Arafat ordenou recentemente o fim de ataques de morteiro, que têm provocado duras retaliações de Israel.
Na Cisjordânia, um jovem palestino foi morto a tiros por soldados israelenses durante enfrentamentos, informaram palestinos. Imad al-Shersh, 24 anos, foi atingido no peito enquanto cerca de 60 palestinos jogavam pedras contra forças israelenses, disseram eles. O Exército de Israel afirmou que estava investigando a notícia.
Enquanto isso, grupos militantes islâmicos anunciaram que vão promover novos ataques à bomba durante os feriados do Dia da Memória e do Dia da Independência.
Três bombas explodiram em Israel no domingo e segunda-feira, incluindo um ataque suicida na cidade central de Kfar Saba que matou o atacante do grupo militante Hamas e um médico israelense.
O Hamas, que promoveu ontem uma manifestação fúnebre para o atacante suicida, Imad Zubadi, de 18 anos, havia dito recentemente que 10 de seus camicases iriam atacar alvos israelenses. Zubadi foi o quarto, e seis mais estão esperando para entrar em ação, disse o líder local do Hamas, Jamal Salim.
‘‘A opção do Hamas é a resistência e as operações militares, não negociações e conversações de segurança’’, afirmou Salim a uma multidão de cerca de 3.000 pessoas na cidade de Nablus, Cisjordânia.
No Irã, o líder das guerrilhas libanesas do Hezbollah advertiu Israel para esperar por mais ataques. ‘‘A vitória nos pertence’’, disse o xeque Hassan Nasrallah numa conferência em Teerã que reuniu alguns dos piores inimigos de Israel.

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