O isolamento hermético dos territórios palestinos depois do atentado antiisraelense de quarta-feira ameaça esgotar os últimos recursos da Autoridade Palestina, o que pode gerar uma nova explosão de violência. ‘‘Estamos à beira da falência’’, declarou à AFP o diretor-geral para a Cisjordânia do Ministério palestino de Finanças, Sami Ramlawi. ‘‘No mês passado, só pudemos pagar uma parte dos salários dos funcionários’’, precisou, adiantando que será difícil conseguir os 44 milhões de dólares mensais necessários para pagar os 100.000 funcionários da Autoridade Palestina.
‘‘Israel reagiu ao ataque como de costume, com um castigo coletivo, o bloqueio total’’, escreveu o editorialista do jornal israelense Yediot Aharonot, Najun Barnea.
O diretor-geral do Ministério israelense de Relações Exteriores, Alon Liel, declarou à imprensa que ‘‘quinze governos intercederam pelo levantamento do bloqueio’’. ‘‘A maioria desses governos nos pediu para ajudar financeiramente a aliviar a pressão sobre os palestinos’’, precisou.
O atual vice-ministro de Defesa, Ephraim Sneh, declarou ontem que a pobreza dos palestinos ameaça gerar mais ataques, como o que foi realizado quarta-feira por um palestino não filiado a qualquer grupo político, mas que não suportava mais a situação.

mockup