Blair visita soldados de surpresa
Basra - O primeiro-ministro britânico Tony Blair visitou ontem os soldados posicionados na região iraquiana de Basra (Sul do Iraque) no marco de uma passagem surpresa pelo país árabe.
Em Bagdá, Blair conversou com o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, sobre as eleições gerais. Blair expressou o desejo de que haja uma grande participação popular na votação prevista para 30 de janeiro. No entanto, o premiê, que teve a viagem ao Iraque cercada de mistério por motivos de segurança, reconheceu que a violência não terá sido controlada até essa data crucial.
''Acho que todos nós compreendemos que a violência continuará antes e depois das eleições. Por outro lado, temos uma clara expressão da vontade democrática do povo iraquiano'', afirmou.
O premiê se dirigiu às pessoas que acusam a coalizão pela violência no país ao destacar que está sendo travada ''uma batalha entre a democracia e o terrorismo''.
''O perigo vem dos terroristas e dos rebeldes que tentam evitar que o país se converta numa democracia'', ressaltou. ''Estamos do lado dos democratas''. Blair também elogiou os membros da Comissão Eleitoral Independente iraquiana, classificando-os de ''heróis e magníficos exemplos do espírito humano''.
Alawi disse que todos estão trabalhando duro para que as eleições sejam realizadas na data prevista. ''Nossos inimigos estão determinados a aquebrantar nossa vontade. Não permitiremos que eles vençam'', frisou.
No plano internacional, as seis monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), reunidas em Manama, pediram uma participação nas eleições iraquianas, segundo um projeto de resolução.
Tony Blair é um aliado incondicional dos Estados Unidos no Iraque. O líder britânico apoiou a guerra iniciada em março de 2003 para derrotar o regime de Saddam Hussein e a Grã Bretanha mantém até hoje 8.500 soldados posicionados no Iraque - a maior parte nas imediações de Basra.





