Blair tenta acalmar opinião pública
Associated Press
De Londres
Tentando acalmar a opinião pública britânica, o primeiro-ministro Tony Blair prometeu ontem aplicar pelo menos US$ 1,5 bilhão num sistema de segurança para as ferrovias do país privatizadas há dois anos. A imprensa britânica responsabilizou o governo e as empresas pelo choque de trens de terça-feira em Paddington, que pode ter deixado quase cem mortos.
A polícia resgatou 33 corpos que não puderam ser identificados. Os parentes de 70 passageiros procuraram as autoridades para dizer que eles não apareceram em casa após o acidente. A polícia reiterou ontem suspeita de que podem estar mortos. Há uma outra lista de 127 passageiros que não deram sinal de vida, disse o comissário da Scotland Yard, Andy Trotter. Se estão vivos, precisam entrar em contato logo com a gente.
Ele disse que as autoridades policiais reservaram quartos em três hotéis de Londres, Swindon e Cheltenham para abrigar parentes das vítimas convocados para identificar corpos. Pusemos também à disposição dessas pessoas médicos e psicólogos, acrescentou. Ele disse que os corpos estão terrivelmente mutilados ou carbonizados. Sem a ajuda de parentes, não vai ser possível identificar nada. A maior parte dos corpos, ainda não resgatados, está no vagão H o primeiro do trem da Great Western.
Uma grande grua está sendo montada no local para remover vagões calcinados, que estão um em cima do outro. O equilíbio deles é precário, o que torna extremanete perigosa a tarefa das equipes de resgate. O trabalho de remoção (que deverá ter início hoje) é visto com preocupação pelos investigadores, chefiados por um juiz escocês, lorde Cullen. Eles acham que vestígios importantes do acidente podem ser apagados nesse processo.





