O primeiro-ministro britânico Tony Blair anunciou ontem que havia chegado a um acordo com a Arábia Saudita para atuar em conjunto na formação de um governo de coalizão no Afeganistão. Blair reuniu-se com o rei Fahd em Riad, no segundo dia de uma visita ao Oriente Médio, com o objetivo de garantir o apoio dos países árabes e muçulmanos à campanha antiterrorista.''Mantive conversações sobre a necessidade de estabelecer um governo de coalizão tão amplo quanto possível para a reconstrução do Afeganistão, e concordamos sobre um futuro governo que inclua os principais grupos afegãos'', afirmou Blair.
''Eles (os sauditas) são muito participantes na coalizão internacional contra o terrorismo'', declarou, em entrevista à imprensa, recordando além disso, os laços econômicos entre o reino e a Grã-Bretanha.
Sobre o clima de tensão no Oriente Médio, Blair declarou: ''É vital relançar o processo de paz sobre uma base que garanta a segurança de Israel e a justiça e a igualdade para com os palestinos''.
Ao ser perguntado pela contribuição de Riad às operações militares, afirmou que o reino havia ''respondido a todas as demandas que lhe foram feitas, e estamos agradecidos''.
Riad condenou energicamente os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos e expressou apoio à campanha antiterrorista, mas fez saber a Washington, seu aliado estratégico, que não permitiria que usasse suas bases para bombardear o Afeganistão.
O principal suspeito dos atentados, o radical islâmico Osama bin Laden, refugiado no Afeganistão, pertence a uma das famílias mais ricas da Arábia Saudita.
Bin LadenO chefe do governo britânico, Tony Blair, está ''absolutamente convencido'' de que Osama bin Laden será julgado, uma semana depois de ter considerado ''improvável'' a captura do líder da rede Al-Qaida. ''Estou absolutamente convencido de que vamos capturar bin Laden, não tenho dúvidas sobre isso'', disse Blair em entrevista publicada ontem no jornal britânico ''Mirror''.

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