Blair oferece ajuda para o combate ao terrorismo
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segunda-feira, 20 de abril de 1998
Sajer Abu el-Un France Presse 
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, se reuniu ontem, em Gaza, com o presidente palestino, Yasser Arafat para oferecer uma ajuda européia na luta contra a violência.
Arafat recebeu Blair em seu gabinete em Gaza, sem que os dirigentes tenham feito declarações prévias ao encontro.
Blair e Arafat devem assinar acordo para criar uma comissão de segurança euro-palestina visando ajudar no treinamento da polícia palestina na luta contra o terrorismo.
Segundo diplomatas europeus, Blair espera também poder tirar do atoleiro o processo de paz israelense-palestino, fazendo avançar em particular o expediente do aeroporto da Faixa de Gaza.
O aeroporto palestino está concluído, mas as duas partes estão em desacordo no que diz respeito aos controles de segurança, que Israel quer manter sob sua tutela.
Um dos principais negociadores palestinos, Saeb Erakat, excluiu a possibilidade de uma cúpula Netanyahu-Arafat.
Há propostas norte-americanas pendentes e se Netanyahu quer que as discussões avancem, não tem outra alternativa senão aceitá-las, sem o que uma reunião de cúpula não serviria de nada, a não ser simular que as coisas avançam, disse à AFP.
Blair também pressionou Israel para que aceite as propostas norte-americanas, as quais qualificou de marco apropriado.
Segundo os meios de informação israelenses, os Estados Unidos prevêem propor uma retirada militar de Israel de 13% na Cisjordânia e uma diminuição da colonização que caminharia lado a lado com uma luta mais importante da Autoridade Palestina contra os grupos armados.
Netanyahu, por sua vez, quer limitar esta retirada a 9% da superfície da Cisjordânia, sob a condição de uma luta sem concessões da Autoridade Palestina contra os grupos armados palestinos. Arafat reivindica uma retirada de 30% da Cisjordânia.
O emissário norte-americano para o Oriente Médio, Dennis Ross, é esperado na região esta sexta-feira, para tentar fazer com que tanto Arafat quanto Netanyahu aceitem as propostas norte-americanas.


