Londres O primeiro-ministro britânico Tony Blair considera que o mundo corre ''grande perigo'' se não acabar com a ameaça que o Iraque representa, como declarou em entrevista publicada ontem pelo The Guardian.
''Fazer o que pedem os contrários à minha posição é muito, muito perigoso para nosso país e o mundo'', disse Blair.
''Agir rapidamente é muito melhor. Se você agir rapidamente, terá menos pessoas atingidas e reduzirá a possibilidade de extensão do conflito'', disse Blair, cujo governo, junto com os Estados Unidos e Espanha, defende uma resolução da ONU que facilite o uso da força contra o iraque.
Blair critica a posição da França, Rússia, Alemanha e China, que querem a continuação das inspeções da ONU no Iraque.
Segundo Tony Blair, os iraquianos ''seriam os beneficiados'' por uma intervenção militar no país, como foram os habitantes de Kosovo.
Blair também criticou os que o chamam de ''cachorrinho'' do presidente norte-americano George W. Bush, e afirmou que acreditava de verdade que é preciso enfrentar o presidente iraquiano Saddam Hussein.
''Estou resolvido a tratar deste problema, à margem da posição dos Estados Unidos. Se os norte-americanos não tivessem agido, eu os treria pressionado para que o fizessem'', enfatizou.
Finalmente, Blair diz que a história o julgará. ''Nunca disse que tenho o monopólio da sabedoria, mas uma coisa que aprendi é de tentar fazer o que se deve fazer'', finalizou.

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