LONDRES - Depois de assistir a uma missa católica com Cherie e os três filhos, ontem de manhã, o primeiro-ministro Tony Blair (protestante) foi trabalhar e preencheu mais três postos na equipe que vai ajudá-lo a governar a Grã-Bretanha. Um deles é o de ministro para a Europa, Doug Henderson, com a função de restaurar a confiança mútua e o espírito de negociações que os conservadores teriam deixado azedar.
Para a Pagadoria Geral irá o ex-diretor-executivo da Jaguar Geoffrey Robinson, industrial multimilionário e antigo porta-voz do Partido Trabalhista para assuntos da indústria e comércio. E para embrulhar o pacote com tudo o que Blair quer fazer neste país - ou com este país - foi criado o Ministério sem Portfolio e entregue ao publicitário que todos apontam como outro grande vencedor das eleições: Peter Mandelson.
Dos três, é o escocês Henderson, 47 anos, deputado pelo distrito eleitoral de Newcastle-upon-Tyne, no Norte da Inglaterra, quem terá a missão mais árdua neste começo de governo. Hoje mesmo ele embarca para Bruxelas para tratar da adesão da Grã-Bretanha à Carta Social Européia e entrar nos preparativos para a reunião de cúpula que, no dia 23 deste mês, vai colocar Tony Blair pela primeira vez numa mesa de negociações com o alemão Helmut Kohl e o francês Jacques Chirac, velhos promotores da integração continental.
A reunião será na Holanda e vai resolver questões importantes: reformulação do Tratado de Maastricht, expansão da comunidade com o ingresso de países do Leste europeu, política agrícola e, naturalmente, a introdução da moeda única em janeiro de 1999. Esta última, a eventual substituição da libra esterlina pelo euro, dividiu e ajudou a derrotar nas urnas o Partido Conservador.

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