O chefe islamita Osama bin Laden e sua rede Al Qaeda (a base) ''têm provavelmente algumas armas'' bacteriológicas e químicas, declarou ontem um secretário de estado britânico das relações exteriores, Ben Bradshaw. ''Sabemos que a rede Al Qaeda tenta há dez anos obter armas bacteriológicas e químicas'', disse Bradshaw, em uma entrevista à televisão australiana ABC. ''Acreditamos que, provavelmente, têm algumas'', acrescentou. ''Mas não estamos certos de que disponham do mecanismo de apoio necessário (para usá-las) e não sabemos se as têm nos países de que falamos'', assinalou, referindo-se ao que parece aos Estados Unidos. Estas informações porém não chegam a tranquilizar, devido, inclusive, à facilidade de propagação da bactéria, conforme informaram os cientistas que estão analisando os dois casos ocorridos no Estado da Flórida (reportagem acima).
Bradshaw disse que seu governo ''não está a par de uma ameaça precisa'' em matéria de armas bacteriológicas e químicas.
No entanto, destacou que ''estamos convencidos da disposição de Bin Laden e de seus aliados de usar essas armas. Se pudessem, fariam mais dano ainda do que em Nova York a 11 de setembro'', disse Bradshaw.
Vários dirigentes britânicos já falaram sobre as tentativas da rede de Osama bin Laden para adquirir armas bacteriológicas ou químicas, mas Bradshaw é o primeiro a estimar que essas tentativas poderiam ter tido êxito.
Por sua vez, as autoridades norte-americanas continuavam preocupadas com a descoberta, no princípio da semana, em um edifício de West Palm Beach (Flórida, sudeste), de um segundo caso de antraz que relançou o temor nos Estados Unidos de atentados com armas biológicas.
Um eventual terceiro caso (leia abaixo) foi descartado pelos especialistas que informaram que a vítima não estava contaminada com antraz.
JapãoUma fábrica japonesa de máscaras de gás anunciou ontem que lançará um novo produto destinado ao público japonês para protegê-lo das armas nucleares, biológicas e químicas, em um ambiente de temor de eventuais ataques terroristas. A Koken Ltd. foi inundada de pedidos de máscaras ''antiterroristas'' por cidadãos normais, declarou a empresa em um comunicado.

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