Bin Laden põe a prêmio cabeça de americanos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de maio de 2004
Taeb Mahjoub<br> 
Dubai - Osama Bin Laden ofereceu dez quilos de ouro pela cabeça dos dirigentes civis e comandantes militares dos Estados Unidos no Iraque, assim como pelas do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e seus assistentes, e exortou os iraquianos a combaterem o projeto de governo interino, em mensagem ''provavelmente autêntica'', segundo a Agência Central de Inteligência americana (CIA).
A mensagem, que comprova que o líder da rede terrorista Al-Qaeda ainda está vivo, foi divulgada em texto e vídeo pelos sites da internet frequentemente utilizados pelos extremistas islâmicos.
''A organização Al-Qaeda está disposta a oferecer a recompensa de 10 quilos de ouro a quem matar o administrador civil americano no Iraque, Paul Bremer, seu adjunto, ou o comandante das forças militares americanas ou seu adjunto no Iraque'', declarou a rede terrorista na mensagem.
''Quem matar Kofi Annan, o responsável pela missão no Iraque, ou seus emissários, como Lakhdar Brahimi, receberá a mesma quantidade de dez quilos de ouro'', acrescenta.
Bin Laden acusa as Nações Unidas, que estão trabalhando com a coalizão no Iraque para formar o novo governo, de serem ''um instrumento sionista que se esconde por trás do trabalho humanitário''.
Dez quilos de ouro são equivalentes, no preço atual, a cerca de 120.000 dólares. ''Depois de realizar análises técnicas da gravação sonora divulgada na internet na quinta-feira, a avaliação da CIA é que é bastante provável que seja mesmo a voz de Osama Bin Laden'', informou um agente da CIA que não quis ser identificado.
A ONU levou a sério as ameaças, e reforçou a segurança particular de Annan, e na sede da organização em Nova York, assim como na sede européia de Genebra. Bin Laden também oferece uma recompensa de um quilo de ouro a quem ''matar funcionários militares ou civis dos países que têm direito de veto'' no Conselho de Segurança, principalmente Estados Unidos e Grã-Bretanha. O assassinato de um cidadão dos países da coalizão no Iraque, como o Japão ou a Itália, chamados de ''escravos da Assembléia Geral'', será recompensado com meio quilo de ouro.


