Islamabad- O presidente americano George W. Bush, que concorre à reeleição, afirmou que os Estados Unidos ''não serão intimidados'' por Bin Laden.
Seu adversário democrata, John Kerry, prometeu ''perseguir e destruir'' o chefe da Al- Qaeda.
O correspondente da emissora de televisão por satélite Al-Jazeera, em Islamabad, declarou ontem que recebeu o último vídeo de Osama Bin Laden em seu escritório, na capital paquistanesa.
''O vídeo estava num envelope. Abri e percebi que se tratava de uma gravação de Bin Laden'', acrescentou.
''Assim como faz a Al-Jazeera, verificamos sua autenticidade e acreditamos que seja verdadeiro'', disse, lembrando que tem duração de 17 minutos.
A menos de 100 horas do início das eleições americanas, Bin Laden apareceu de súbito na noite de sexta-feira, no meio de uma campanha presidencial dominada pelo debate sobre a capacidade dos candidatos para vencer o terrorismo.
Onde está Bin Laden? Para o exército americano em Cabul, chefe da rede terrorista Al-Qaeda continua provavelmente entre o Paquistão e o Afeganistão, declarou ontem um porta-voz do exército americano.
''Age provavelmente nas regiões fronteiriças do Afeganistão e Paquistão (...), mas não sabemos exatamente onde se encontra'', disse o comandante Scott Nelson durante uma coletiva de imprensa.
Apesar do envio de cerca de 18 mil soldados sob comando americano para lutar contra o terrorismo, esta coalizão não conseguiu deter os três homens mais procurados pelos Estados Unidos desde os atentados de 11 de setembro de 2001: Osama Bin Laden, seu braço direito Ayman Al-Zawahiri e o chefe espiritual dos talibãs, o mulá Omar.
A estratégia da coalizão ''não se centra unicamente numa pessoa'', declarou o porta-voz. ''Apoiar as eleições democráticas'' e ''construir estradas (...) são coisas importantes que exercem pressão sobre a Al-Qaeda'', acrescentou.
Se o vídeo foi gravado na região, ele conseguiu abandonar a região sem dificuldades.
''Uma fita de vídeo pode ser transportada facilmente (...) 18 mil soldados num país tão grande não podem impedir tudo (...), não estamos aqui para supervisionar tudo o que entra e sai do país'', afirmou.

mockup