'Bin Laden não é capaz de fabricar armas nucleares'
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segunda-feira, 12 de novembro de 2001
France Presse<br>De Londres 
Osama bin Laden possui ''substâncias'' para fabricar armas nucleares, mas atualmente ''não é capaz de produzir uma bomba nuclear'', afirmou ontem à BBC o ministro britânico da defesa, Geoff Hoon.
''Sabemos absolutamente que possui certo número de substâncias capazes de contribuir para a fabricação de uma arma nuclear'', declarou Hoon.
''Mas não estamos convencidos de que nesse momento ele seja capaz de produzir uma bomba nuclear'', agregou.
Em entrevista publicada no sábado por um jornal paquistanês, Osama bin Laden, afirmou que ''se os Estados Unidos usarem armas químicas ou nucleares contra nós, nós poderemos então responder com armas nucleares e químicas''.
''É claro que precisamos ser prudentes, porque se trata de um homem profundamente perigoso, e por isso devemos agir contra ele como estamos fazendo. Por isso fazemos uma ação militar, porque é um homem sem escrúpulos, sem moral, sem nenhuma reserva frente ao assassinato de civis para conseguir seus objetivos perversos'', disse Hoon.
O secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, reconheceu ontem que suspostos postos de produção de armas químicas e biológicas instalados pelo extremista Osama bin Laden poderiam ter sobrevivido a bombardeios.
O jornal New York Times indicou ontem que autoridades americanas tinham detectado postos de produção de armas químicas e biológicas instalados por Bin Laden e que eles ainda não tinham sido bombardeados.
Tropas britânicas O Governo da Grã-Bretanha confirmou ontem que seus soldados já estão no Afeganistão realizando missões e dando assistência à Aliança do Norte, força de oposição que já expulsou os taleban de praticamente todas as províncias do norte do país.
''Posso afirmar que há membros das forças britânicas no norte do Afeganistão para ajudar a Aliança do Norte'', declarou o ministro da Defesa, Geoff Hoon, à cadeia de televisão BBC.
Esta é a primeira vez que Londres confirma a presença de suas tropas no interior do Afeganistão.
Apesar de ter se declarado a primeira aliada dos EUA, a Grã Bretanha participa tímida e limitadamente nas operações militares em Washington.


