São Paulo - O chefe da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, não estava armado durante a operação dos EUA que o matou anteontem, disse em entrevista coletiva o porta-voz da Casa Branca, Jim Carney, ontem. Ao ser questionado sobre o tipo de resistência encontrada pelos Seals, as forças de elite da Marinha americana, Carney disse que Bin Laden ''não estava armado''.
Repórteres indagaram o motivo, então, da decisão de matá-lo ao invés de apenas capturá-lo e trazê-lo para julgamento em solo americano, por exemplo.
Em resposta, o porta-voz da Casa Branca limitou-se a dizer que ''outras pessoas estavam armadas na casa'' e que o próprio Bin Laden ''ofereceu resistência'' antes de morrer.
Os Estados Unidos buscarão destruir a organização central da Al Qaeda agora que o líder do grupo foi morto e suas capacidades reduzidas por operações dos Estados Unidos, disse o conselheiro de contraterrorismo da Casa Branca. Desde os ataques de 2001 em Nova York e em Washington, a Al Qaeda conquistou grupos afiliados no Oriente Médio e o norte da África e inspirou ataques na Europa.
Mas o chefe de contraterrorismo da Casa Branca, John Brennan, disse que a morte de Bin Laden foi a mais recente de uma série de operações norte-americanas que desferiram ''vários golpes'' à rede central da Al Qaeda no Paquistão e no Afeganistão no último ano.
''Vamos tentar tirar vantagem dessa oportunidade que temos agora, com a morte do líder da Al Qaeda, Bin Laden, para garantir que possamos destruir aquela organização'', disse Brennan ao ''Today Show'' da NBC. ''Estamos determinados a fazer isso, e acreditamos que podemos'', acrescentou.''Acreditamos que danificamos a organização, degradamos suas capacidades e deixamos muito mais difícil para ela operar dentro e fora do Paquistão'', acrescentou.
Ele disse ainda que a informação que conduziu à localização de Bin Laden ''foi se acumulando ao longo dos últimos nove anos'' e que os dados ''foram obtidos, em muitos casos, de detidos que forneceram informação voluntária ou involuntariamente''. Na entrevista, Brennan declarou que ''claramente existia algum tipo de rede de apoio'' para Bin Laden dentro do Paquistão, mas ressaltou que o país foi um firme aliado dos EUA na luta contra a Al Qaeda. ''O Paquistão pagou um alto preço: mais membros da Al Qaeda foram capturados e mortos lá que em qualquer outro país e muitos soldados e policiais valentes paquistaneses deram sua vida nesta luta'', acrescentou.

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