O milionário de origem saudita Ossama Bin Laden disse que os Estados Unidos ''nunca mais conhecerão a segurança'', em mensagem gravada e exibida na noite de ontem, pela rede de televisão Al-Jazira, pouco tempo depois do início dos ataques contra o Afeganistão.
''Juro que os Estados Unidos não conhecerão nunca mais a segurança, antes que a Palestina a conheça e antes que todos os exércitos ocidentais ateus deixem as terras santas (do islã)'', disse Bin Laden.
Na mesma mensagem, o porta-voz da Al-Qaeda, Soleiman Abu Ghaith, disse que o grupo do milionário está ''disposto ao confronto com os Estados Unidos''.
Bin Laden também comemorou os atentados de 11 de setembro, afirmando que os Estados Unidos foram ''atingidos em seu ponto mais vulnerável''.
O próprio Bin Laden apareceu na tela, lendo a mensagem gravada com antecedência e que, segundo o apresentador da rede, chegou à TV domingo.
Foi o primeiro aparecimento em público de Bin Laden depois dos atentados de Nova York e Washington.
No vídeo, de dez minutos, Bin Laden não desmentiu seu suposto envolvimento nos atentados, alegrando-se abertamente com a realização deles: um ''grupo de muçulmanos'' havia ''destruído os Estados Unidos''.
''Eis aqui, os Estados Unidos golpeados por Alá em seu ponto mais vulnerável, que tiveram destruídas, graças a Deus, suas obras mais prestigiadas''.
''Eis aqui os Estados Unidos cheios de terror de norte a sul e de leste a oeste''. ''Deus dirigiu os passos de um grupo de muçulmanos que destruiu os Estados Unidos e imploramos a Alá que leve suas almas e os admita no paraíso'', disse Bin Laden na gravação.
''O que os Estados Unidos suportam hoje é só uma ínfima parte do que nós (os muçulmanos) aguentamos há dezenas de anos. Nossa nação padece há mais de 80 anos esta humilhação, seus filhos são mortos e seu sangue brota, seus lugares sagrados são agredidos sem razão'', acrescentou.
Bin Laden pediu novamente a ''todos os muçulmanos que defendam sua religião''. ''Chegou a hora de os humilhados rebelar-se contra os infiéis'', acrescentou.
Na mesma mensagem, o porta-voz da Al Qaeda, Soleiman Abu Ghaith, fez um apelo à ''jihad'' (guerra santa).
''Oh! povo desta nação! a jihad os chama, a jihad contra os judeus e americanos, a jihad em nome de Deus'', declarou o porta-voz, o primeiro a aparecer na tela.
''A guerra começou, a guerra entre os que crêem em Deus e os ímpios'', disse.
Os dois dirigentes islamitas estavam sentados, vestidos com roupa militar, e demonstraram tranquilidade diante do que parecia uma ladeira de uma montanha com um fuzil ao lado.
Também apareceram outros dirigentes de Al Qaeda, entre eles Aymán al Zawahri, considerado o braço direito de Bin Laden.
Os lugares sagrados mais importantes do islã estão na Arábia Saudita e também na cidade de Jerusalém, que está atualmente sob domínio do Estado de Israel.

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