Bin Laden declara guerra ao presidente paquistanês
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
France Presse 
Dubai - O líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, declarou guerra ao presidente Pervez Musharraf e ao Exército paquistanês em uma nova gravação de áudio divulgada nesta quinta-feira num site islamita.
A divulgação da mensagem foi anunciada anteriormente pelo site Al-Ekhlass, utilizado habitualmente por grupos terroristas, entre eles o grupo de Bin Laden, que afirmou que a Al-Qaeda declarará guerra ao tirano Pervez Musharraf e a seu Exército apóstata, por meio da voz do leão, xeque Osama bin Laden, que Deus o proteja.
O líder da Al-Qaeda comunica a intenção de sua organização de vingar o sangue derramado pelos campeões do Islã.
É uma obrigação para os muçulmanos do Paquistão empreender a Jihad (guerra santa) e combater para derrubar Pervez, seu governo, seu exército e todos os que vão em sua ajuda, declara uma voz atribuída a Bin Laden, segundo o Grupo de Inteligência SITE, organização americana que monitora os sites islamitas.
O Paquistão minimizou o anúncio de suposta declaração de guerra de Osama bin Laden ao presidente Pervez Musharraf e afirmou que o país continuará na luta contra a Al-Qaeda. Já estamos comprometidos no combate aos extremistas e terroristas. Não há mudança em nossa política, declarou à AFP o general Waheed Arshad, porta-voz do Exército, ao ser questionado sobre o anúncio de que Bin Laden ameaçaria o país.
A ameaça coincide com o anúncio feito ontem sobre a data das eleições presidenciais no Paquistão, 6 de outubro (por voto indireto). Musharraf vai tentar a reeleição ainda como comandante da Forças Armadas, posto que prometeu abandonar em caso de vitória.
Em outro vídeo divulgado pela Al-Sahab, o número dois da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, também adverte Musharraf de que ele será punido pela invasão da Mesquita Vermelha de Islamabad em julho, um reduto dos islamitas, onde morreram quase 100 pessoas, a maioria combatentes.


