France PresseCooperação ou guerraO presidente norte-americano diz que se o Iraque cumprir compromisso de permitir acesso ilimitado da Unscom, sem impor condições, não será necessário o uso da força. Caso contrário será atacadoO presidente norte-americano Bill Clinton afirmou ontem em Washington que está determinado a atacar militarmente o Iraque, se fracassarem os esforços diplomáticos para encontrar uma saída pacífica para a crise. Em um discurso proferido no Pentágono, depois de uma reunião secreta com o Estado Maior Conjunto e o comandante das forças americanas no Golfo Pérsico, general Anthony Zinni, Clinton afirmou que o Iraque representa a maior ameaça à paz através do terror e do uso de armas de destruição em massa.
‘‘O Iraque será mais perigoso se lhe permitirmos construir armas químicas e nucleares’’, disse Clinton, ao defender sua decisão de agir para impedir que Bagdá continue desenvolvendo sua capacidade de fabricação de armamentos. Segundo o presidente norte-americano, depois da Guerra do Golfo Saddam Hussein assumiu compromissos com a ONU que deveria cumprir em somente 15 dias, mas ‘‘finalmente não o fez nem sequer em todos estes anos’’. Entre esses compromissos estava a destruição de todos os arsenais de armas químicas e biológicas.
Clinton advertiu que, ‘‘se o Iraque aceita estas condições, não será necessário usar a força mas, se não cumprir, o presidente Saddam Hussein será o único responsável pelas consequências’’. Ele reafirmou, entanto, que ‘‘se pudermos encontrar uma via diplomática, melhor’’. Clinton detalhou que essa solução diplomática deve incluir um ponto claro: o Iraque tem que concordar em dar acesso ilimitado da Unscom a todos os seus arsenais, sem impor condições nem restrições.(DPA)

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