Arquivo FolhaRompimento foi em 1961, quando Fidel Castro anunciou opção marxistaO presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, declarou na quinta-feira à noite que sua administração está disposta a uma aproximação com Cuba, desde que o regime de Fidel Castro envie sinais de que pretende respeitar os direitos humanos e a democracia.
Durante um ato de arrecadação de fundos para o Partido Democrata, em Nova York, Clinton disse esperar que a visita do papa João Paulo II à ilha, entre os dias 21 e 25, possa estimular o avanço das relações entre Washington e Havana.
Ele reconheceu, porém, que o abate de dois aviões de uma organização anticastrista americana por parte da Força Aérea cubana em fevereiro de 1996 complicou ainda mais as tensas relações entre os dois países.
‘‘Vai ser interessante acompanhar de perto a viagem de João Paulo II à Cuba; o papa é uma autoridade muito persuasiva e não tenho dúvidas de que a visita vai trazer efeitos benéficos para o povo cubano’’, disse Clinton. ‘‘Foi encorajador constatar que os cubanos puderam comemorar o Natal pela primeira vez em 28 anos’’, acrescentou, referindo-se à decisão do regime de Fidel de permitir a celebração da festa religiosa em homenagem à visita do papa.
Clinton afirmou também que, em sua opinião, ‘‘se Cuba demonstrar que pretende respeitar os direitos humanos e caminhar em direção à democracia’’, Washington deve começar a pensar em estabelecer relações recíprocas. ‘‘Mas, é muito importante salientar, essas relações devem ser realmente recíprocas.’’
As relações entre EUA e Cuba foram rompidas em 1961, quando Fidel Castro declarou o caráter marxista da revolução cubana, que derrubara, dois anos antes, a ditadura de Fulgêncio Batista. A tensão acentuou-se nos anos seguintes, com o apoio da espionagem americana à frustrada invasão de Baía dos Porcos e a instalação de mísseis nucleares soviéticos na ilha.
Há quase quatro décadas, os EUA mantêm um férreo embargo econômico contra Cuba, utilizado pelo regime cubano para justificar a grave crise econômica que se estabeleceu no país desde a dissolução da União Soviética, em 1991.

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