Betancourt pede que Chávez e Correa restabeleçam vínculos com Bogotá
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quinta-feira, 03 de julho de 2008
Folhapress 
São Paulo- Ex-refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), a política franco-colombiana Ingrid Betancourt, resgatada anteontem em uma operação realizada pelo Exército colombiano, pediu ontem que os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e Equador, Rafael Correa, restabeleçam vínculos com Bogotá em prol de novas libertações unilaterais da guerrilha.
''A primeira coisa que devemos fazer é um pedido ao presidente Chávez e ao presidente Correa para que nos ajudem a restabelecer vínculos de amizade, de fraternidade, de confiança com o presidente (Álvaro) Uribe. Essa é uma etapa essencial para que possamos vislumbrar novas libertações unilaterais'', afirmou logo após o reencontro com seus filhos em Bogotá.
Betancourt também convidou os outros dirigentes políticos latino-americanos a se envolverem na solução do conflito interno que vive seu país. Ela apelou para a influência que vários presidente latino-americanos teriam sobre os comandantes das Farc para ''que deixem o terrorismo de lado e empreendam o caminho da negociação''.
As afirmações de Betancourt foram feitas logo após o encontro com seus dois filhos, Melanie e Lorenzo Delloye, em um aeroporto militar na Colômbia. O avião em que viajaram os dois, a irmã de Ingrid e o chanceler francês, Bernard Kouchner, aterrissou por volta das 8h17 (10h17 de Brasília) no aeroporto militar de Catam, a oeste de Bogotá.
''Estou muito orgulhosa deles, que lutaram sozinhos e travaram uma batalha belíssima por minha liberdade'', afirmou Betancourt, recordando que a última vez que os viu eles eram apenas crianças.
''Agradeço a Deus por este momento. São meus filhinhos, meu orgulho, minha razão de viver, minha luz, minhas estrelas, por isso continuei com vontade de sair da selva, para poder voltar a vê-los'', afirmou Betancourt.
Melanie e Lorenzo, que começaram a acenar para a mãe da janela do avião, disseram que estão vivendo o melhor momento de sua vida. ''Sempre tememos um resgate militar, pelos riscos, mas agora, que vivemos esta felicidade, queremos desfrutar dela e vamos continuar lutando pela liberdade dos outros reféns'', disse Melanie. Lorenzo afirmou estar sentindo uma ''felicidade muito grande'', e concordou com sua irmã: ''Ganhamos um combate pela liberdade, mas ainda restam muitos reféns na selva e, por isso, não vamos parar, porque a liberdade é muito importante'', disse.


