Tuweisha- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, chegou ontem à Líbia. Uma semana antes, o povo líbio deu uma calorosa acolhida a um terrorista, em uma atitude condenada por muitas entidades e vários governos.
Berlusconi foi o primeiro líder a visitar Trípoli desde a libertação de Abdel Baset al-Megrahi, o líbio condenado pelo atentado de 1988 em Lockerbie. Al-Megrahi estava na Escócia e foi libertado por razões humanitárias, já que tem câncer de próstata em estágio terminal.
Berlusconi foi cumprimentado pelo líder líbio Muamar Kadafi, no aeroporto. Segundo autoridades italianas, a viagem celebra um acordo bilateral para a construção de uma nova rodovia, e a programação já estava estabelecida antes da libertação do terrorista.
Graças às críticas, Berlusconi desistiu de ficar no país até a terça-feira, quando a Líbia terá uma grande festa para celebrar os 40 anos da revolução que levou Kadafi ao poder.
Ex-agente secreto líbio, al-Megrahi foi o único condenado pelo atentado contra um avião da Pan Am, que matou 270 pessoas, a maioria delas norte-americana. Os líbios o consideram inocente, mas o governo local concordou em pagar uma compensação pelo ataque.
O ministro dos Transportes líbio, Mohammed Zidane, disse que a visita não deveria ser relacionada à libertação de al-Megrahi. ''Essas são duas coisas completamente diferentes'', afirmou ele. ''Ele era um prisioneiro político, por isso estamos felizes com a sua libertação.'' As informações são da Associated Press.

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