Roma - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, surpreendeu seus aliados ontem segunda-feira ao anunciar que não vai renunciar ao cargo para resolver a crise causada pela saída dos ministros democrata-cristãos e deixou a eventual solução nas mãos do Parlamento.
''Surpresos? Desta vez os deixei atônitos, verdade?'', perguntou Berlusconi, que deverá dar explicações no Parlamento sobre a nova situação política, depois de ter perdido o apoio de uma das quatro formações da coalizão governamental de centro-direita, a União de Democratas Cristãos (UDC).
Ontem, Berlusconi recebeu vários líderes da coalizão governamental, entre eles Marco Follini, da União da UDC, que desencadeou a crise.
Segundo informações, Berlusconi teria oferecido a Follini um plano para sustentar o governo até o final da legislatura, em 2006, a fim de evitar o risco de eleições antecipadas.
Ao contrário do esperado e anunciado, Berlusconi decidiu à tarde, depois de uma reunião com o presidente da República, Carlo Azeglio Ciampi, verificar no Parlamento se dispõe da maioria para seguir governando e romper com seus aliados da UDC.
''Ilustraremos a situação na Câmara dos Representantes'', precisou Berlusconi, que depois se reuniu com o presidente da Câmara, Pier Ferdinando Casini, e do Senado, Marcello Pera.

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