O chefe da direita italiana, Silvio Berlusconi, gozará de ampla maioria nas duas câmaras do Parlamento para governar seu país ‘‘como se fosse uma empresa’’, de acordo com os resultados definitivos comunicados ontem, ao mesmo tempo que a atual coalizão de esquerda reconhecia a ‘‘legitimidade’’ de sua vitória. A coalizão italiana de direita, Casa das Liberdades (CdL), de Berlusconi, disporá de 368 deputados de um total de 630, e de 177 senadores em um total de 315, segundo os resultados das eleições legislativas e senatoriais publicados pelo ministério do Interior.
O homem mais rico da Itália dispõe, desta forma, de uma cômoda margem de 52 cadeiras na Câmara dos Deputados e 19 no Senado, além da maioria absoluta.
A atual coalizão de esquerda Olivo contará, por sua parte, com 250 deputados e 130 senadores. Os comunistas da Refundação (PRC) terão 11 deputados e três senadores.
Além de ter convertido seu partido Força Itália na primeira força política do país, Berlusconi aproveitará, sem dúvida, a queda de seu controvertido aliado, a xenófoba Liga Norte de Umberto Bossi. A Liga Norte não superou o limite dos 4% necessários para obter deputados nesta eleição definida pela proporcionalidade, obtendo 3,9% dos votos.
Bossi, no entanto, obterá parlamentares na votação majoritária, mas provavelmente não em número suficiente para colocar em perigo o governo, como aconteceu em 1994, quando retirou seu apoio de Berlusconi.
Berlusconi anunciou, em sua primeira declaração como vencedor da eleição, que deseja apresentar seu governo imediatamente depois de ter sido encarregado de sua formação por parte do presidente da República, Carlo Azeglio Ciampi.

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