Benazir Bhutto quer ajuda para investigar atentado
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
France Presse 
Karachi - Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra do Paquistão, pediu ontem ajuda internacional para a investigação do atentado suicida contra ela na quinta-feira em Karachi (sul), que deixou pelo menos 139 mortos. ''Os países estrangeiros têm especialistas em antiterrorismo que podem investigar ataques desta natureza'', disse.
Esse atentado, o mais mortífero da história do Paquistão, foi cometido na noite de quinta-feira perto do veículo blindado no qual Bhutto desfilava para comemorar sua volta ao país depois de oito anos no exílio.
Bhutho deu essas declarações durante sua visita aos feridos no massacre, que estão internados em hospitais da cidade.
A ex-primeira-ministra disse ainda que está decidida a ficar no Paquistão para as eleições gerais de janeiro, consideradas fundamentais para o restabelecimento da democracia civil no país.
''Temos de modificar nossa campanha por causa dos ataques suicidas, mas não vamos paralisá-la'', afirmou. ''Os autores do atentado tentam interromper o processo político porque não querem que o povo se mobilize, não querem que a maioria moderada do povo paquistanês alce sua voz'', acrescentou.
O ataque lançou dúvidas sobre a possibilidade real de Bhutto conseguir viajar por todo o país, para angariar apoio necessário em uma população de mais de 160 milhões de habitantes.
O suicida explodiu a carga que carregava no meio da multidão de simpatizantes de Bhutto, que voltou ao país após um acordo com o presidente Pervez Musharraf para eliminar as acusações de corrupção contra sua pessoa.
Bhutto também chegou a um acordo para compartilhar o poder com Musharraf, mas tanto a reeleição dele como o fim das acusações contra ela devem ser revalidadas nos tribunais.
A visita de Bhutto aos hospitais de Karachi foi marcada por medidas de segurança impressionantes. Ela distribuiu envelopes com mais de 84 dólares aos feridos.
Bhutto acusa islamitas e simpatizantes de regimes militares anteriores de terem cometido o ataque suicida.


