Haia - A Corte Internacional de Justiça (CIJ) da ONU declarou ontem que a independência de Kosovo ''não violou o direito internacional geral'', o que causou alegria no governo e na popaulação da região.
Belgrado aposta agora na Assembleia Geral das Nações Unidas para defender sua causa. O presidente sérvio, Boris Tadic, disse na noite de ontem que a decisão da Corte de Haia não mudará em nada a posição de Belgrado e que a Sérvia ''jamais'' reconhecerá a independência de Kosovo, que considera uma de suas províncias.
O revés diplomático foi ainda maior porque as autoridades pró-europeias de Belgrado apostavam em uma decisão da CIJ para enfrentar a proclamação da independência de Kosovo, realizada no dia 17 de fevereiro de 2008.
Após intensos esforços diplomáticos, Belgrado obteve da Assembleia Geral da ONU, em outubro de 2008, que a CIJ se pronunciasse sobre a legalidade ou não da proclamação de Kosovo. Desde então, a Sérvia não economizou esforços para impedir que a comunidade internacional reconhecesse a independência de Kosovo.
O presidente sérvio garante que o combate ainda não terminou e que os esforços de Belgrado se concentrarão na Assembleia Geral das Nações Unidas, prevista para setembro.
A CIJ concluiu que a proclamação da independência de Kosovo não viola o direito internacional, uma decisão ''difícil'' de admitir por parte dos sérvios, mas a Corte não se pronunciou ''sobre a base'' do tema, ''o direito de secessão'', argumentou Tadic.
Mas a decisão da CIJ reduz a margem de manobra da Sérvia para elaborar seu projeto de resolução junto à Assembleia Geral. Os kosovares não querem nem falar de negociações, especialmente sobre sua independência.

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