Belgrado aprova missão humanitária
Belgrado aprova
missão humanitária
As autoridades de Belgrado aprovaram uma missão humanitária de avaliação da ONU na Iugoslávia, anunciou ontem o Coordenador Humanitário da ONU o brasileiro Sergio Vieira de Mello, que chefiará a missão integrada por mais de dez agências das Nações Unidas. Ele se reuniu ontem com o encarregado de negócios iugoslavo, Vladislav Jovanovic, que lhe informou da aprovação de Belgrado. De Mello disse num comunicado que o diplomata prometeu que facilitaria o trabalho da missão, que planeja começar suas tarefas de avaliação das necessidades existentes na província sérvia de Kosovo.
Líder kosovar
pede sinal claro
O líder moderado albano-kosovar Ibrahim Rugova pediu ontem que o governo de Belgrado dê sinais claros de que está disposto ao diálogo como condição para uma trégua nos bombardeios da Otan contra a Iugoslávia. Rugova, que chegou anteontem à Itália, numa viagem surpresa, disse que é a favor do estacionamento de tropas de paz internacionais na província do Kosovo para permitir que os refugiados possam voltar a suas casas em segurança. O líder político, de 54 anos, autoproclamado presidente dos albano-kosovares, título nunca reconhecido por Belgrado, está alojado com sua família na casa de hóspedes do governo italiano.
Iugoslávia diz que
Otan já matou mil
Cerca de mil pessoas morreram e 4.500 ficaram feridas na Iugoslávia desde o início dos bombardeios da Otan, disse ontem o embaixador iugoslavo na sede da ONU em Genebra, Branko Brankovic. O diplomata acusou a Otan de genocídio e terrorismo de estado. Segundo ele, os refugiados estão abandonando o Kosovo unicamente por medo dos ataques da Otan. Ao ser perguntado sobre as denúncias sobre massacres, estupros e maus tratos , Brankovic afirmou: Se alguém cometeu algum delito, será castigado. Não é nossa política expulsar as pessoas. Apelamos a elas mais uma vez para que voltem.
Defesa de Pinochet
entra com recurso
Os advogados do ex-ditador chileno Augusto Pinochet apresentaram ontem ante o Supremo Tribunal britânico um novo recurso contra a autorização para o início do processo de extradição do general para a Espanha. Os advogados argumentaram que a fundamentação jurídica do governo britânico para concordar com o processo de extradição não tem validade. O advogado Michael Caplan, que representa Pinochet, disse que a petição apresentada solicita que o Supremo reveja a decisão do secretário do Interior britânico, Jack Straw, aprovando em abril a abertura do processo de extradição.
Preso acusado
no caso Argaña
Um dos supostos autores intelectuais do assassinato do vice-presidente do Paraguai Luis María Argaña foi detido ontem pela polícia, informou o presidente interino Juan Carlos Galaverna. Segundo ele o suspeito é Víctor Hugo Paniagua, governador do departanento de Amambay. Os outros acusados de autoria intelectual do atentado são o general Lino Oviedo e o brasileiro Bonifácio Mara, que seria um dos chefes da máfia na fronteira entre Paraguai e Brasil. O juiz que investiga o assassinato de Argaña, no dia 23 de março, determinou a prisão de outras quatro pessoas que seriam os autores materiais do crime. São eles o tenente-coronel Vladimiro Woroniecki, o ex-agente antidrogas Máximo Osorio, um ex-guarda-costas de Oviedo e um funcionário do ministério da Fazenda, Walter Gamarra, todos simpatizantes do movimento político União Nacional de Colorados Éticos, liderado por Oviedo.
Papa realiza viagem
histórica à Romênia
A Romênia se converterá, hoje, no primeiro país de maioria ortodoxa a ser visitado por um papa desde o Grande Cisma, no ano de 1054, quando a igreja do Leste se separou de Roma. A viagem é considerada parte da política papal de reconciliação entre as várias religiões cristãs, com vistas ao ano 2000, que marca o início do terceiro milênio da Cristandade. Apenas 5% dos 22 milhões de romenos são católicos, enquanto que 87% são declaradamente ortodoxos. João Paulo II atenderá uma Liturgia Divina na manhã de domingo, em Bucareste, que será presidida pelo patriarca ortodoxo Teoctist. Na tarde do mesmo dia, antes de retornar à Roma, o papa celebrará uma missa, que contará com a presença do mesmo patriarca.





