Segundo o site BBC Brasil, nesta sexta-feira (1), a Alemanha torna-se o primeiro país europeu a permitir que bebês nascidos com características de ambos os sexos sejam registrados com gênero indeterminado.

Com a medida, os pais podem deixar de preencher o campo relativo ao sexo, presente nas certidões de nascimento. Dessa forma, eles não serão pressionados a decidir pela realização de cirurgias de definição de sexo para o posterior registro do bebê.

A estimativa é de que uma em cada 2 mil pessoas nascem com essa característica. Conhecidas como intersexuais (ou hermafroditas), essas pessoas nascem com uma combinação de cromossomos masculinos e femininos, ou até mesmo órgãos genitais caracterizados como de ambos os gêneros.

A nova lei alemã foi motivada pela análise de casos em que, após passarem pela cirurgia de definição de sexo muito cedo, adultos demonstram altos níveis de infelicidade.

De acordo com o Ministério do Interior da Alemanha, além de M para masculino e F para feminino, os passaportes do país irão incluir a opção X quanto à designação de gênero para intersexuais.

O impacto da medida nas leis de casamento e união do país ainda não é evidente. Atualmente, casamento é definido como a união entre um homem e uma mulher, enquanto parcerias civis são direcionadas aos casais do mesmo sexo.

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