Bebê sereia passa por cirurgia
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quarta-feira, 01 de junho de 2005
France Presse 
Lima - A operação de separação das pernas de um bebê (menina) sereia de 13 meses terminou com êxito em um hospital da capital peruana, informou o médico Luis Rubio, chefe da equipe de 11 cirurgiões que concluiu na madrugada de ontem uma cirurgia de quase cinco horas. ''Estamos muito satisfeitos'', disse Rubio após a operação no Hospital da Solidariedade de Lima.
O otimismo de Rubio e sua equipe se deve ao fato de os cirurgiões terem conseguido separar as pernas até acima dos joelhos de Milagros Cerrón, o que supera a meta inicial que era liberar as extremidades da menina somente até o joelho, permitindo sua flexão.
Quatro horas depois da cirurgia, Rubio comprovou que a irrigação sanguínea dos dedos dos pés ''chega perfeitamente bem, registra uma boa temperatura e os reflexos são bons''. A menina, nascida em um povoado pobre da região andina do Peru, poderá caminhar antes de completar dois anos, mas antes terá que fazer uma segunda cirurgia para separar o trecho final de junção das pernas, que vai até a virilha, explicou o médico.
Milagros Cerrón padece da chamada 'sirenomelia', uma doença rara em que as pernas do feto se fundem, ganhando a aparência de sereia.
A má-formação também une a terminação da uretra, o ânus e os órgãos genitais em uma cloaca única, o que causou na menina frequentes infecções urinárias, felizmente superadas. Além disso, ela possui a metade do rim esquerdo e um quarto do rim direito, localizados na altura dos ovários.
Embora a anomalia ocorra em um a cada 60 mil casos de má-formações congênitas, no momento só há três casos conhecidos no mundo, pois na imensa maioria dos casos a criança morre nos primeiros 15 dias de vida.


