Bebê britânico será levado para casa de repouso
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quinta-feira, 27 de julho de 2017
France Presse 
Londres - O bebê britânico Charlie Gard, que sofre de uma doença genética rara em estágio terminal, passará seus últimos dias em uma casa de repouso para pacientes terminais, depois que os pais dele desistiram de levá-lo para casa.
Os pais de Charlie, de 11 meses, queriam que ele passasse seus últimos dias em sua casa em um bairro do oeste de Londres, após perderem uma batalha legal para levá-lo aos Estados Unidos a fim de submetê-lo a um tratamento experimental. O caso gerou grande interesse em nível internacional e chamou a atenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do papa Francisco.
No entanto, o Hospital Great Ormond Street, onde Charlie está internado, afirmou que levar o bebê para casa para ele passar ali seus últimos dias não seria algo prático, e sugeriu que ele fosse levado para uma casa de repouso voltada para pacientes terminais.
"O hospital encontrou uma casa de repouso excelente que está disposta a ajudar Charlie e seus pais, e que proporcionará o espaço e a privacidade necessários para todos", indicou o hospital em um comunicado. "Uma área especial será disponibilizada para eles, permitindo a visita de amigos e familiares", acrescentou. O hospital argumentou que não poderia oferecer ao bebê cuidados 24 horas por dia na residência dos pais e que "o aparelho de ventilação artificial não passaria pela porta de entrada" da casa.
O casal, Connie Yates e Chris Gard, travou uma longa batalha legal para ganhar o direito de retirar o filho do hospital em Londres e levá-lo aos Estados Unidos, mas perdeu suas apelações nos tribunais britânicos e no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo, na França.
Na segunda-feira (31), os pais de Charlie abandonaram sua batalha, e um dos advogados do casal admitiu que "o tempo acabou" e que seus clientes tomaram essa decisão após as últimas tomografias cerebrais do bebê.


