Caças norte-americanos que patrulhavam a zona de exclusão aérea no norte do Iraque bombardearam ontem duas baterias antiaéreas quando seus pilotos perceberam que foram focalizados como alvo de ataque, informou o Pentágono. ‘‘Nos dois casos, os aviões foram iluminados pelos (radares dos) sistemas de mísseis da defesa aérea iraquiana’’, afirmou o porta-voz Steve Campbell.
Os incidentes ocorreram por volta das 10h45 locais, perto da cidade de Mosul. Num deles, dois F-15s responderam com duas bombas teleguiadas. No outro, um F-16 usou um Míssil Anti-Radar de Alta Velocidade (Harm). Os aviões voltaram a salvo para sua base na Turquia. Não se sabe se as instalações iraquianas foram atingidas.
Tensão O novo incidente ocorreu em meio à crescente tensão entre o Iraque, seus vizinhos árabes e os Estados Unidos. O Kuwait pôs ontem suas forças em alerta máximo, um dia depois que o Parlamento iraquiano aprovou uma declaração considerando o emirado e a Arábia Saudita (que cedem bases para forças dos EUA e da Grã-Bretanha) ‘‘totalmente responsáveis’’ pelos bombardeios anglo-americanos de dezembro contra o Iraque - posição adotada pouco depois pelo governo de Saddam - e exigindo compensações. Na sessão, vários deputados pediram que Saddam desconsidere as resoluções das Nações Unidas e anule o reconhecimento, em 1994, da soberania kuwaitiana e das fronteiras demarcadas pela ONU.

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