A 5ª Conferência das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos, Hábitat +5, começou ontem em Nova York com bate-boca entre os dois principais nomes envolvidos no comando do encontro mundial de governos. Os países que participaram da reunião anterior, em 1996, relaxaram e não fizeram muito para melhorar a moradia e não farão nada de novo, acusou Miloon Kothari, membro da Comissão de Direitos Humanos da ONU.
‘‘A declaração oficial que vai sair deste encontro afirma que todos estão preocupados com a questão de moradia no mundo mas não exige que os países envolvidos façam algo a respeito’’, acusou Kothari, que é o responsável pelo assunto na comissão.
Anna Tibaijuka, diretora-executiva do Hábitat +5, saiu em defesa do encontro. ‘‘Não é verdade que a reunião de hoje não exija nada dos governos. Pelo contrário, reafirma o compromisso de fazer alguma coisa’’, afirmou.
No encontro, que termina amanhã, delegações de 170 países, mais de mil ONGs e centenas de prefeitos de cidades do mundo inteiro – inclusive do Brasil – avaliam os resultados da Hábitat 2, realizada em Istambul, Turquia, e fazem novas propostas relacionadas à moradia. Calcula-se que cerca de 1 bilhão de pessoas vivam em habitações abaixo do nível mínimo recomendado pela ONU e mais de 100 milhões sejam sem-teto.

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