BARREIRAS COMERCIAIS - Dilma e Cristina Kirchner querem blindar economias
As presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, centraram suas discussões durante encontro que tiveram na semana passada nas formas de blindar os dois países e a região das consequências do aprofundamento da crise econômica mundial.
Dilma, que segundo assessores passou os últimos dias discutindo os possíveis reflexos no Brasil da crise dos EUA, e a possibilidade de um calote do país em investidores, chegou a dizer que problemas bilaterais, como as barreiras comerciais, são de pouca monta e estão sendo resolvidos. Problemas que surgem aqui e ali e que estão se resolvendo são de pouca monta, afirmou
Dilma.
Na declaração à imprensa, as duas ressaltaram preocupações diferentes com os reflexos para a região. Dilma citou a avalanche de produtos manufaturados que, ao não achar mercado nos países desenvolvidos, pode recair sobre a América do Sul. Já Cristina falou do ingresso de capitais especulativos as nossas moedas.
As duas presidentes criaram o Conselho Empresarial Brasil-Argentina. Esse fórum tem entre os seus objetivos resolver a questão das barreiras comerciais que foram impostas pelos dois países desde o início do ano sem a interferência dos governos centrais.
Os setores mais prejudicados pelo problema foram o têxtil e de baterias, no caso do Brasil. Na Argentina, a maior prejudicada foi a indústria automobilística.
● Feitos a partir de um sistema de fabricação de grande quantidade de produtos de forma padronizada e em série
● O país tem demorado até 60 dias para analisar os produtos brasileiros que são comprados pelos argentinos. Essa medida, considerada ilegal, é chamada de licenciamento não automático





