Brasília - Um navio que levava refugiados da Líbia afundou no Mar Mediterrâneo, na costa de Túnis, capital da Tunísia, deixando dois mortos e entre 200 e 270 desaparecidos. As autoridades divulgaram o naufrágio ontem em meio aos esforços de salva-vidas e militares para resgatar os refugiados, que tentavam chegar à ilha italiana de Lampedusa. A embarcação rumava para a Europa
O barco estava lotado, com cerca de 800 passageiros, e encalhou na terça-feira em um banco de areia localizado a cerca de 36 km da ilha tunisiana de Kerkennah. O mar agitado associado ao desespero dos passageiros, que tentavam embarcar em pequenas lanchas salva-vidas enviadas pelas equipes de socorro, fez com que o navio afundasse.
A guarda costeira da Tunísia passou esses últimos dois dias resgatando passageiros. A maioria dos imigrantes residia na Líbia e tentava chegar à Itália, de acordo com a agência. Autoridades afirmam que a operação de resgate continua e que a morte de pelo menos duas pessoas já foi confirmada.
Também foi confirmado que sete pessoas ficaram feridas e foram levadas a um hospital na cidade tunisiana de Sfax e duas mulheres grávidas foram transportadas para uma maternidade. A Tunísia transferiu 193 sobreviventes do naufrágio para o campo de Shusha, perto da fronteira com a Líbia e 385 foram levados para o mesmo campo na manhã de ontem.
A Itália tem recebido um fluxo intenso de refugiados desde a queda do ex-presidente da Líbia, Zine Al Abidine Ben Ali, em janeiro, e do início dos conflitos entre rebeldes e as forças do coronel Muamar Kadafi.

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