Associated Press
De Rabat
O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, e o presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, tiveram um breve encontro ontem durante o funeral do rei Hassan do Marrocos. Este foi o primeiro encontro público entre os líderes dos dois países.
A Argélia está oficialmente em estado de guerra com Israel, no entanto o presidente Bouteflika, que assumiu o governo há três meses e lidera uma política de pacificação no país, declarou-se disposto a fazer as pazes com Israel depois que esse país resolver os conflitos pendentes com palestinos sírios e libaneses.
Segundo Barak, Bouteflika mostrou-se determinado a lutar por uma Israel que tenha boas relações com seus vizinhos e ponha fim a centenas de anos de conflitos.
Mais cedo, em Shvut Rahel, cidade da Cisjordânia, numa primeira prova da nova política de assentamentos do governo de Israel, Barak ordenou ontem a retirada de casas sobre rodas construídas sem permissão em uma colônia judaica da Cisjordânia.
Soldados israelenses retiraram cinco trailers da cidade, localizada a cerca de 35 quilômteros ao norte de Jerusalém. ‘‘Barak ordenou que o Exército retirasse as casas porque o governo não está disposto a aceitar atos unilaterais semelhantes’’, disse o porta-voz do primeiro-ministro, Merav Parsi Zadok.
Um encontro tripartide entre o presidente americano, Bill Clinton, o presidente palestino, Yasser Arafat, e o primeiro-ministro israelense Ehud Barak também foi realizado ontem em Rabat paralelamente aos funerais do rei Hassan II, informou a TV pública israelense.
Segundo a fonte, o encontro prévio aos funerais foi breve e não foram abordadas questões de fundo do processo de paz israelense-palestino, limitando-se apenas a termos gerais por respeito ao rei falecido.
Nenhuma informação mais precisa foi divulgada pela TV, rádio ou fonte oficial.
As emissoras de televisão e rádio dedicaram suas principais informações ao surpreendente encontro entre Barak e o presidente Abdelaziz Bouteflika.
Antes de morrer, em entrevista ao semanário francês ‘‘Le Nouvel Observateur’’, o rei Hassan II havia manifestado o desejo de se reunir com Barak. O rei Hassan era respeitado no Oriente Médio e no Ocidente pela sua capacidade de mediador.

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