France Presse
De Jerusalém
A ala direita do governo israelense ameaçou ontem unir-se à oposição no caso de uma retirada das colinas de Golã, horas antes do histórico encontro entre o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, e o chefe da diplomacia síria, Faruk al-Chara. Os dois partidos de direita do Executivo, o partido Nacional Religioso (PNR) e o partido russófono Be Aliya, lançaram estas ameaças enquanto o partido ultraortodoxo Shass, parte essencial da coalizão Barak, expressou suas dúvidas sobre o assunto da retirada.
Em caso de defecção destes três partidos, Barak não teria mais uma maioria absoluta necessária no Parlamento para aprovar uma lei sobre a retirada do Golã sírio, ocupado por Israel durante a guerra dos Seis Dias, em 1967.
‘‘Comprometemos todas as nossas forças na campanha de opinião contra uma retirada (do Golã)’’, disse aos jornalistas o dirigente do PNR (5 vagas do total de 120) e ministro da Habitação, Yitzhak Levy. O deputado Yuli Edelstein, do partido russófono, considerou que seu partido ‘‘se unirá muito possivelmente à oposição’’ em caso de restituição do Golã à Síria.
O PNR votou na segunda-feira no Parlamento contra uma moção de apoio à retomada das negociações com a Síria. Israel be Aliya votou contra ou se absteve. O Partido ultraortodoxo Shass (17 deputados) se absteve. A moção foi adotada por 47 votos a favor, 31 contra e 24 abstenções.

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