Barak, o novo pacifista
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de fevereiro de 2001
Associated Press De Jerusalém 
Durante sua prolongada carreira militar, marcada por constantes promoções, Ehud Barak se acostumou a dar ordens e ser obedecido. Durante seus turbulentos 19 meses à frente do governo israelense, ele teve de acostumar-se a usar um tom diferente em seus contatos.
O político de 58 anos de idade, que derrotou Benjamin Netanyahu nas urnas em maio de 1999, encaminha-se para as eleições de hoje como candidato à derrota. Durante as últimas semanas, as pesquisas vêm dando vitória esmagadora a seu adversário Ariel Sharon.
A exemplo de seu mentor político, o assassinado primeiro-ministro Yitzhak Rabin, Barak foi um general convertido em pacifista que ganhou o apoio de seus compatriotas com suas promessas de buscar um acordo de paz amplo, não apenas com os palestinos como também com a Síria e o Líbano. Até agora, esses esforços se mostraram infrutíferos.
Barak nunca se sentiu inteiramente à vontade na vida pública. E sempre teve dificuldade em aplicar nas asperezas da vida política os dotes de estrategista brilhante que demonstrou na vida militar.
Seus críticos dizem que seu governo se caracterizou por uma série de erros, incluindo uma frustrada aliança com os partidos ultra-ortodoxos e um distanciamento em relação aos cidadãos árabes israelenses, que representam um sexto da população.


