Barak não cede área a palestinos
Barak não cede área a palestinos France PresseFORÇA AÉREAIsrael recebeu ontem os primeiros mísseis antimísseis fabricados em conjunto com os Estados Unidos Associated Press De Jerusalém O primeiro-ministro Ehud Barak decidiu ontem não mais entregar um subúrbio da Cisjordânia fronteiriço a Jerusalém ao pleno controle palestino como parte de uma próxima retirada de tropas israelenses. O anúncio de Barak foi feito depois que linhas-duras da oposição e alguns membros de sua coalizão governista se opuseram veementemente aos planos do governo de transferir a vizinhança palestina de Anata, a leste de Jerusalém, à Autoridade Palestina. Críticos de Barak dizem que o controle sobre Anata, uma superpovoada vizinhança palestina com 8.500 pessoas, daria a Arafat uma cabeça-de-ponte em sua campanha para fazer de Jerusalém Oriental uma capital palestina. Trata-se de um mau indício de que o governo de Ehud Barak está desperdiçando tempo ao reverter decisões e ser incapaz de tomar decisões, afirmou o ministro palestino Ziad Abu Zayyad. A decisão sublinhou as dificuldades que Israel e os palestinos enfrentam para chegar a um acordo sobre o status de Jerusalém, uma das questões a ser tratadas num tratado final de paz em 13 de setembro. Barak já recuou no passado da entrega ao controle palestino de subúrbios cisjordanos de Jerusalém, mesmo pagando o preço de uma crise com os palestinos e uma suspensão de cinco semanas das conversações de paz. O primeiro-ministro, segundo assessores, acha pouco inteligente provocar um turbilhão político sobre Jerusalém por causa de um passo interino como uma retirada de alguns subúrbios da cidade e que seria politicamente mais inteligente apresentar concessões sobre Jerusalém apenas como parte de um acordo final de paz. Mísseis A aviação israelense recebeu ontem seus primeiros mísseis antimísseis Hetz, que serão brevemente operados, fabricados conjuntamente com Estados Unidos. É a primeira vez que o sistema do Hetz, com todos os seus componentes, passa integralmente para o controle da força aérea, encarregada de operar em caso de conflito, disse o chefe da força aérea, general Eitan Ben Eliahu. No mês passado, o congresso americano destinou US$ 81 milhões para a produção conjunta desses mísseis.





