O ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak justificou publicamente, pela primeira vez, ontem, em um documento dirigido ao Tribunal Supremo, a política israelense de eliminação de palestinos acusados de realizar ‘‘atividades terroristas’’.
Em carta enviada à mais alta instância judicial do país, em função da demanda apresentada em 9 de janeiro passado pela viúva do dr. Sabet Sabet, um dirigente palestino assassinado em 31 de dezembro na Cisjordânia, Barak justificou esta política israelense.
‘‘O direito internacional permite que se ataque durante uma operação alguém que comprovadamente se dispunha a cometer um atentado contra objetivos israelenses’’, afirmou Barak, que também é ministro da Defesa.
‘‘Isto resulta de uma situação de guerra de forma geral e de direito à autodefesa de forma concreta’’, acrescentou Barak, em sua resposta.
Segundo a Autoridade Palestina, Israel eliminou desde o princípio de novembro passado cerca de 20 militantes de diferentes movimentos palestinos dentro da repressão da Intifada, a revolta palestina que teve início em 28 de setembro.
No geral, as vítimas foram abatidas por franco-atiradores ou por bombas ativadas a distância.

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