Barak está pessimista com acordo de paz
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domingo, 12 de novembro de 2000
France Presse De Jerusalém 
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, está pessimista sobre sua visita aos Estados Unidos hoje, quando será discutido o conflito entre israelenses e palestinos. Acredito que todos devemos baixar nossas expectativas, declarou Barak na Cisjordânia.
O líder de Israel viaja a Washington hoje, onde se encontra com o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. O líder norte-americano esteve reunido esta semana com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. O resultado deste primeiro encontro, que visa dar um fim à violência que já se estende por mais de seis semanas, foi considerado improdutivo.
Segundo Barak, qualquer reunião de negociações deveria levar em conta a violência das últimas semanas. A solução ao conflito entre nós e os palestinos devem acontecer mediante um acordo, disse.
Já Arafat solicitou ontem à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, uma tropa de apoio para os territórios palestinos. O pedido não obteve êxito.
Segundo o embaixador da ONU em Washington, Richard Holbrooke, sem a aprovação de Israel não se pode enviar uma tropa. Holbrooke sugeriu que Arafat discuta a proposta com o governo israelense. Já o embaixador israelense da ONU, Yehuda Lancry, disse que o país não concorda com o envio de tropas internacionais para os locais do conflito. Depois do encontro em Nova York, Arafat participa da organização da Conferência Islâmica (OCI), que começará amanhã no estado de Qatar. No encontro, ele conversará com os árabes sobre os próximos passos.
Os conflitos, que já fizeram mais de 190 mortes, foram deflagrados pela visita do líder do partido de direita Likud, Ariel Sharon, à Esplanada das Mesquitas local considerado sagrado pelos judeus. Sharon é acusado de comandar um massacre de judeus em um assentamento em 1989. Os palestinos lutam pelo controle da Cisjordânia e Faixa de Gaza para a criação de um estado independente. Além disso, eles também querem parte de Jerusalém para sediar a capital do novo estado palestino.
Enquanto isso, a violência continua. Dois palestinos morreram ontem em consequência de disparos de soldados israelenses nas proximidades da colônia de Gush Katif, na Faixa de Gaza, informou uma autoridade palestina dos serviços de segurança. Vi dois palestinos mortos por disparos do exército israelense, afirmou à AFP Khaled Abu Alola, oficial palestino responsável pelo comitê de relações israelo-palestinas na Faixa de Gaza.
O exército israelense informou que dois de seus soldados foram feridos por disparos palestinos quando patrulhavam perto da colônia de Gush Katif.


