Barak e Arafat defendem nova cúpula
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sexta-feira, 17 de novembro de 2000
France Presse 
O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, e o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, expressaram ontem o desejo de reativar o processo de paz. Ao mesmo tempo, a violência fazia duas novas vítimas nos territórios palestinos.
Depois de uma reunião com o ministro russo das Relações Exteriores, Igor Ivanov, Arafat pediu uma reunião urgente dos países que estão intermediando o processo de paz no Oriente Médio para que o salvem.
Após outra reunião, desta vez com o enviado americano para o Oriente Médio, Dennis Ross, o líder palestino expressou o desejo de que o processo de paz seja reativado antes que se conclua o mandato do presidente americano, Bill Clinton.
O assessor de Arafat, Nabil Abu Rudeina, ressaltou, entretanto, que no momento não há nenhum projeto de cúpula trilateral entre americanos, israelenses e palestinos, como a de Camp David.
Ontem, novos atos de violência foram registrados na Faixa de Gaza, Cisjordânia e na parte leste de Jerusalém. Samer al-Hudour, de 18 anos, morreu depois de levar um tiro no coração.
A segunda vítima, Yussef Salman Abu Awad, de 30 anos, morreu perto de uma barreira de controle israelense por um disparo de um soldado israelense que atirou na cabeça do palestino. Com estas mortes, chega a 235 o número de vítimas da Intifada.
Dezenas de palestinos foram feridos em vários confrontos. Um policial palestino foi ferido por um disparo israelense.
Violentos confrontos também foram registrados ontem à noite entre policiais israelenses e árabes israelenses no povoado de Arabé, perto de Sajnin (ao norte de Israel), sem deixar feridos.
A violência também chegou à parte oriental de Jerusalém quando franco-atiradores atiraram na Rua Salahedín, a principal deste lado de Jerusalém, contra policiais da fronteira que estavam na frente de um posto policial israelense. Não houve feridos.
Pela manhã, Barak anunciou que Israel havia decidido congelar até nova ordem as transferências de recursos para a Autoridade Palestina.
Segundo acordos econômicos concluídos em 1995 em Paris, Israel se comprometeu a entregar à Autoridade Palestina os direitos de aduana, assim como o imposto ao valor agregado sobre os produtos destinados à Cisjordânia e à Faixa de Gaza, que transitam pelo território israelense.
Na noite de quarta-feira, helicópteros israelenses de combate atacaram quatro palestinos na Cisjordânia, horas depois de uma reunião do gabinete de segurança israelense presidido por Barak.


