France Presse
De Jerusalém
O primeiro-ministro israelense Ehud Barak negou ontem acusações da oposição de que já tenha acertado secretamente com a Síria a devolução total das Colinas do Golan, mas ressaltou que Israel terá de pagar um alto preço territorial pela paz.
Ontem, Barak obteve importante respaldo parlamentar para abrir as negociações com o regime de Damasco. A votação, vencida por 47 votos a 31 e 24 abstenções, foi um indício da profundidade das divisões em Israel sobre o ‘‘preço doloroso’’ da paz com a Síria, dando a entender que Barak estaria pronto a ceder grande parte ou todo o Golan.
Às vésperas da retomada, amanhã, das negociações com a Síria após quase quatro anos de suspensão, Barak mostrou-se otimista, estimando que em seis meses poderá levar a referendo popular um acordo com a Síria e provavelmente com o Líbano. ‘‘Este momento é uma oportunidade que não pode ser perdida’’, afirmou o primeiro-ministro em discurso ao Parlamento, antes de uma votação sobre sua iniciativa de paz. ‘‘Se for desperdiçada - Deus nos proteja -, isso poderá nos custar sangue.’
Barak embarcará hoje para Washington, onde se reunirá amanhã com o chanceler sírio Faruq al-Shara e com o presidente norte-americano Bill Clinton.

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