Barak anuncia série de encontros com árabes
Barak anuncia série
de encontros com árabes
Em seu primeiro dia no cargo, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, anunciou ontem em Jerusalém uma série de encontros para impulsionar o processo de paz no Oriente Médio. Ele se reunirá amanhã, em Alexandria, com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e domingo com o presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat.
Barak verá, depois, o rei Abdullah II, da Jordânia - com quem conversou ontem por telefone -, antes de embarcar, dia 15, para encontros nos Estados Unidos com o presidente Bill Clinton e outros funcionários americanos.
Os líderes da região, assim como os americanos, devem realizar todo o esforço para que encontremos um caminho para um futuro melhor, disse Barak ao rei jordaniano.
O premier trabalhista indicou anteontem estar disposto a devolver a Damasco grande parte das Colinas do Golã (ocupadas por Israel em 1967) em troca da paz total. As negociações com a Síria estão suspensas há três anos.
Ontem, a Síria anunciou que está pronta para responder igualmente a cada passo de paz que for dado pelo novo primeiro-ministro israelense. Em seu discurso de anteontem, quando prestou juramento como primeiro-ministro no Parlamento, Barak propôs negociações aceleradas e simultâneas com todos os vizinhos árabes e fez uma menção especial ao presidente sírio, Hafez Assad: Éramos inimigos duros e implacáveis no campo de batalha. Chegou a hora de construir uma paz aberta e brava que garanta o futuro e a segurança de nossos povos, nossos filhos e nossos netos.
Com relação aos palestinos, um porta-voz do primeiro-ministro garantiu que será cumprido, parcial ou totalmente, o acordo de Wye Plantation, que prevê a desocupação de 13,1% da Cisjordânia e foi suspenso pelo primeiro-ministro direitista Benjamin Netanyahu.
No Líbano, entretanto, a recepção do discurso de Barak foi mais cautelosa. O primeiro-ministro Salim Hoss lembrou que o novo líder israelense não citou um possível reinício das negociações entre os dois países de onde elas foram paralisadas, em 1996 também por Netanyahu.





