A dois dias das eleições para primeiro-ministro em Israel, o trabalhista Ehud Barak – ignorando todas as pesquisas que dão ampla vitória ao candidato da direita nacionalista Ariel Sharon – tenta incentivar os militantes e insiste em dizer que ainda não está tudo perdido.
Centenas de militantes trabalhistas foram às principais ruas de Israel nas últimas 24 horas com cartazes, pedindo votos para Barak e distribuindo adesivos para carros.
Os trabalhistas anunciam uma mobilização em massa de voluntários e membros de seu partido para convencer os cidadãos a votar nas eleições de amanhã.
Sharon, confiante em sua vitória, mantém sua discrição para evitar qualquer deslize de última hora, que possa dar uma reviravolta nos resultados.
Em suas últimas aparições em público, segundo a imprensa local, o líder da direita se perdeu várias vezes no discurso.
Os meios de comunicação alimentaram boatos sobre o estado de saúde de Sharon que foram imediatamente desmentidas por seu filho, Omri, que afirmou que seu pai é ‘‘forte como uma pantera’’.
Barak lamentou mais uma vez a morte de 13 árabes-israelenses, durante manifestações de solidariedade aos palestinos. A declaração foi feita em uma reunião do Conselho de Ministros, ontem. ‘‘Como primeiro-ministro, assumo a responsabilidade de tudo que acontece no país, incluindo os incidentes durante os quais 13 árabes-israelenses foram mortos’’, disse Barak, segundo um comunicado da presidência do Conselho. ‘‘Em meu nome e em nome do governo, manifesto minha tristeza pela morte dos cidadãos árabes’’, frisou Barak.
Tanto Barak quanto o líder da direita nacionalista, Ariel Sharon (que aparece em um primeiro lugar confortável nas pesquisas), tentam conquistar o eleitorado árabe-israelense.

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