Washington, EUA- Na guinada de prioridades para o dinheiro público mais radical das últimas décadas, o presidente Barack Obama apresentou ontem sua proposta de Orçamento para o ano fiscal de 2010 nos EUA, na qual os mais ricos pagarão mais impostos para ajudar na criação de um fundo de saúde pública de acesso universal, a verba com a diplomacia aumentará e o gasto com a Defesa desacelerará.
Além disso, o democrata propõe taxar empresas poluidoras e usar o dinheiro para investir em energia limpa, diminuir os subsídios dados a agricultores e aumentar os da educação. No caminho, aumentará o déficit e comprará briga com os mais poderosos grupos de interesse dos EUA, numa batalha que promete durar meses.
Para já, no ano fiscal de 2009, que se encerra em setembro, o democrata pede autorização para um déficit público de US$ 1,75 trilhão, ou 12,3% do PIB. É o maior desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e o triplo do recorde anterior, no último ano de Bush. Com isso, a diferença entre o que o governo dos EUA arrecadará e o que ele gastará será o equivalente a pouco mais que o PIB do Brasil.
Para 2010, o novo governo pede um gasto total de US$ 3,55 trilhões, o que dá US$ 584 por habitante da Terra, ou 2,8 salários mínimos brasileiros. Os valores são todos superlativos no que analistas chamaram de ''Orçamento Robin Hood'', por financiar os gastos previstos para as camadas menos favorecidas da população por meio da cobrança maior de impostos do alto da pirâmide social.
anos 30.

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