Bangladesh lidera corrupção no mundo
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quarta-feira, 27 de junho de 2001
Das agênciasDe Berlim 
Os países pobres ainda têm a fama de ser os mais corruptos do planeta, segundo o relatório 2001 da ONG Transparency International (TI), divulgado ontem. Bangladesh, um dos países mais pobres do mundo, substituiu a Nigéria no último lugar da lista (como país mais corrupto), enquanto a Finlândia, membro da União Européia e com alto nível de renda per capita, é o país mais virtuoso, sempre segundo especialistas.
A Transparency International (TI), criada em 1993, em Berlim, reúne uma equipe de funcionários internacionais, banqueiros, juristas e personalidades de diferentes países, que a cada ano estabelecem essa classificação com índices de 0 a 10, em função do grau de corrupção registrado por executivos e especialistas na política de cada um dos países estudados.
A lista de 2001 avalia 91 nações. Entre os países latino-americanos, a Bolívia tem uma das piores classificações, em 84º lugar.
Bangladesh respondeu imediatamente à divulgação da lista, através de um porta-voz em Daca que disse rechaçar o informe porque não diz claramente sobre que base científica está fundado.
O presidente da ONG, Petger Eigen, explicou na apresentação do relatório que o abuso do poder público não parece prestes a terminar e os níveis de corrupção dão a impressão de se manter altos tanto nos países ricos quanto naqueles em desenvolvimento.
Os países pobres e os que se encontram em transição, principalmente os da ex-União Soviética, são alguns dos mais corruptos, assim como os africanos.
No topo da lista, encontram-se países como Dinamarca, Nova Zelândia, Islândia, Suécia e Cingapura, este último conhecido pelo rigor do seu governo.
México e Panamá (país acusado até o ano passado de não colaborar com a luta contra a lavagem de dinheiro, segundo relatório da OCDE) aparecem na metade da lista.


